6 de outubro de 2011

IFPR formará técnicos para reabilitação de dependentes químicos



O núcleo de Educação a Distância do Instituto Federal do Paraná (EAD-IFPR) realiza nesta sexta-feira a aula inaugural do Curso Técnico em Reabilitação de Dependentes Químicos, que já conta com aproximadamente 2,4 mil alunos matriculados no Sul de Minas, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Paraná.  “O curso, o primeiro do Brasil na modalidade a distância, será produzido em Curitiba, é inteiramente gratuito para o aluno e tem no seu quadro de professores os melhores profissionais que hoje atuam na reabilitação de dependentes químicos”, disse o professor José Carlos Ciccarino, diretor geral do EAD-IFPR.
Ciccarino explicou que o curso terá a duração de dois anos e formará técnicos que devem atuar principalmente nas comunidades terapêuticas. Em todo o Brasil, há mais de três mil comunidades terapêuticas, atendendo cerca de 60 mil pessoas. “Sabemos que o governo Federal pretende criar condições para a abertura de pelo menos mais 40 mil vagas nesse sistema voltado para a recuperação do dependente químico”, comentou Ciccarino. 
O diretor geral do EAD-IFPR observa que o governo da presidenta Dilma Rousseff está enfrentando o problema das drogas no Brasil em várias frentes – segurança, educação e saúde – melhorando a segurança nas fronteiras, formando gente especializada para lidar com o problema e organizando uma grande rede de cuidados em saúde mental para usuários de crack, álcool e outras drogas, composta por comunidades terapêuticas, unidades de acolhimento, enfermarias especializadas e consultórios de rua. “Isso para garantir ao cidadão e à sua família alternativas de atenção e cuidados, 24 horas, conforme explicou a presidenta, em seu discurso de 7 de setembro”, disse Ciccarino.
O CURSO – De acordo com o coordenador do Curso Técnico em Reabilitação de Dependentes Químicos (pós-médio), professor Rubens Gomes Corrêa, sua duração é de dois anos ou 1440 horas teóricas e práticas, com estágio obrigatório de 200 horas – 100 horas no hospital, clinica, ou Centros de Assistência e Promoção Social (Caps) e outras 100 horas dentro de comunidades terapêuticas. O profissional formado poderá atuar como um co-terapeuta, ajudando os psicólogos, psiquiatras, clínicos e assistentes sociais. “Ele também estará apto para atender grupos e exercer atividades na gestão administrativa”, informou Corrêa. As aulas serão com professores mestres e doutores nas áreas de psicologia, psiquiatria, clínica, terapia ocupacional, direito, enfermagem, farmácia, bioquímica, serviço social, filosofia, sociologia e antropologia.

 Municípios que ofertam o curso de reabilitação de dependentes químicos

Brasil tem 1,5 milhão de consumidores de crack - Um número preocupante diz respeito ao crescimento do consumo do crack no país. O professor Rubens Gomes Corrêa cita pesquisas oficiais de 2010, que contabilizavam a existência de 1,5 milhão de usuários de crack no Brasil. A quantidade de crack apreendido em nosso território não para de crescer. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que até o dia 27 de setembro, foi apreendida uma tonelada da droga e que mais da metade, cerca de 60% deste total, em território paranaense.
O mesmo se dá com outras drogas. O Departamento de Estado dos EUA divulgou, em março deste ano, o seu relatório sobre a Estratégia para o Controle Internacional de Narcóticos. “O Brasil é o maior consumidor de drogas na América do Sul e o consumo segue crescendo", assinalou o estudo acrescentando que segundo um relatório das Nações Unidas, o país tem 900 mil consumidores de cocaína.
Os números do Departamento de Estado dos EUA é um complemento a uma ampla pesquisa realizada no Brasil em 2007. Neste ano, o Escritório da Organização das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC) relatou que a proporção da população brasileira que consome cocaína cresceu de 0,4%, em 2001, para 0,7%, em 2005, chegando a 860 mil usuários entre 15 e 64 anos. O relatório mostra ainda que as regiões Sul e Sudeste são as mais afetadas. O Norte e o Nordeste apresentam consumo mais moderado. 
O mesmo relatório da ONU mostrava que o consumo de maconha também aumentava no país. Subiu de 1%, em 2001, para 2,6% no ano de 2005. Segundo o estudo, 3% das apreensões mundiais de maconha neste ano foram registradas no Brasil.



Fonte: http://200.17.98.190/ead2008/default.aspx





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